PAINEL I
PAINEL I: Educar com afeto, crescer emocionalmente competente…
MODERAÇÃO
Maria João Fernandes, PhD | Instituto Politécnico da Lusofonia: ESS Ribeiro Sanches; ui&de
Nem só de afetos vivem os pais: A Regulação Emocional Parental
Luísa Barros, PhD | Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia
INTRODUÇÃO
Considerando que parte significativa das interações entre pais e filhos envolvem um estado de alerta emocional intenso, podemos considerar que a parentalidade envolve uma relação dialética entre os esforços parentais para regular o seu próprio comportamento e emoções (autorregulação e regulação emocional) e os esforços dos pais para regular o comportamento, saúde e desenvolvimento dos filhos (hétero regulação). A autorregulação está associada a diversos resultados positivos tanto em adultos como crianças, enquanto as deficiências na autorregulação estão associadas a maior perturbação psicológica. A autorregulação também já foi demonstrada como sendo um processo chave nas mudanças que ocorrem em várias intervenções psicológicas, nomeadamente as dirigidas a pais. A regulação emocional parental tem sido menos estudada, embora se assuma que é um componente fundamental das intervenções para a promoção da parentalidade positiva
OBJETIVOS
Uma sequência de estudos teve como objetivodesenvolver e validar um instrumento de regulação emocional dos pais, estudar a relação entre a regulação emocional dos pais e a adaptação dos filhos e o papel da regulação emocional na intervenção com pais.
MÉTODO
Foram usados o Questionários de Reações Parentais às Emoções Negativas dos Filhos, de Regulação Emocional Parental (PERS), de adaptação dos pais (BSI) e das crianças (CBCL)e uma entrevista semiestruturada.
RESULTADOS
Verificaram-se relações significativas entre a regulação emocional e adaptação parental e da criança, e identificaram-se clusters de atitudes parentais autorregulatórias. Os pais consideram a regulação emocional como um dos objetivos principais para o envolvimento em programas de promoção da parental idade positiva.
CONCLUSÃO
A autorregulação e a regulação emocional são dimensões fundamentais da parentalidade sensível e positiva, e os programas de intervenção com pais devem focar esta dimensão.
REFERENCIAS
Barros, L., Goes, A. R., & Pereira, A. I. (2015). Parental self-regulation, emotional regulation and temperament: Implications for intervention. Estudos de Psicologia (Campinas), 32(2), 295-306.Estudos de Psicologia (Campinas) 32 (2), 295-306
Pereira, A. I., Barros, L., Roberto, M. S., & Marques, T. (2017). Development of the Parent Emotion Regulation Scale (PERS): Factor Structure and Psychometric Qualities. Journal of Child and Family Studies, 26(12), 3327-3338.
Ramos, F., Pereira, A. I., Marques, T., & Barros, L. (2019). Parents’ perspectives about their experience in the ACT-Raising Safe Kids program: A qualitative study. Análise Psicológica, 37(3), 285-300.
Thompson, R. A. (1994). Emotion regulation: A theme in search of definition. Monographs of the society for research in child development, 59(2‐3), 25-52.
Augusto Carreira, M.D. | CHULC: Hospital Dona Estefânia
Movimento Escola de Afetos
Fátima Neves, MSc & Susana Alves, MSc | ACES ON, Coord. Programa Cidade dos Afetos
O Movimento Escola de Afetos (MEA) é um movimento orgânico baseado nas escolas com apoio dos serviços de Saúde Pública, que existe desde 2009, e que parte do pressuposto “uma escola de afetos é uma escola de sucesso”.
Pretende desenvolver uma cultura de afetos, tendo em vista a humanização e o desenvolvimento do sentimento de pertença nas relações da comunidade escolar, baseado no exercício da cidadania.
Destina-se às escolas / comunidades escolares, do ensino pré-escolar ao superior. Deve ser implementado ao longo de todo o ano letivo, participando em atividades em sala de aula, no espaço escola e na comunidade. Todas as escolas podem participar.
Em primeiro lugar deve haver o compromisso da direção da escola/agrupamento, seguido do compromisso do(s) professor(es) da turma interessada. Os alunos devem ser implicados desde o primeiro momento, bem como os pais/encarregados de educação, se for o caso.